Marco Cicco

Anônimo

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Jesus ergueu os olhos e, vendo uma grande multidão que vinha em sua direção, disse a Filipe: “Onde compraremos pães para lhes dar a comer?” Mas disse isso apenas para o provar, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Filipe lhe respondeu: “Duzentos denários não seriam suficientes para que cada um recebesse um pequeno pedaço de pão.” Um de seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse a Jesus: “Há aqui um rapaz com cinco pães de cevada e dois peixes pequenos; mas de que servem no meio de tanta gente?” Então Jesus disse: “Fazei que o povo se assente”; pois havia muita grama naquele lugar. Assim, assentaram-se os homens em número de quase cinco mil. Jesus pegou os pães e, tendo dado graças, repartiu-os entre os discípulos, e para os que estavam assentados; e da mesma maneira se fez com os peixes, tanto quanto desejaram. E quando estavam fartos, disse Jesus aos seus discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca.” (João 6: 5 -12)

A multiplicação dos peixes é uma passagem bem conhecida da grande maioria dos cristãos. Em uma manifestação de compaixão, Jesus realiza um milagre ao multiplicar os pães e peixes para que a multidão que o seguia pudesse ser alimentada.

Interessante notar que antes de fazer o milagre, ele pergunta a Filipe onde comprariam pão suficiente para alimentar aquele número considerável de pessoas.

Filipe, usando o intelecto de forma racional, diz que nem que tivessem dinheiro equivalente a duzentos dias trabalhados (1 denário = 1 dia de trabalho), não conseguiriam alimentar aquele povo todo. 

André, por sua vez, disse a Jesus que tinha algo, mas que já sabia que esse algo não daria para absolutamente nada.

Aí entra em cena um anônimo, um rapaz, que ninguém sabe o nome, mas que era o dono dos cinco pães e dos dois peixes, e que não negou entregar esse pouco nas mãos de Jesus. 

Fico pensando que Filipe e André, que andavam com Jesus, que viram os milagres que Jesus já havia feito até o momento, simplesmente, não DISCERNIRAM, o que Jesus estava lhes perguntando quando falava acerca da multidão. 

E assim é conosco hoje. Por muitas vezes, estamos tão acostumados a “andar” com Jesus de forma mecânica, e nos esquecemos de discernir as circunstâncias e perguntas que Jesus faz a nós.

Em nossos dias, as perguntas de Jesus surgem das formas mais diversas: uma oportunidade de servir alguém, uma doença que nos abate, um acontecimento inesperado, e que muitas vezes, pensamos e tentamos encontrar as soluções pelos nossos métodos, pelas nossas razões e esquecemos que estamos caminhando diante dAquele que pode todas as coisas. 

Por isso, caminhar com Jesus tem a ver com a vida, mas não só em viver a vida, mas principalmente DISCERNIR a vida que é vivida diante de Cristo. 

Nesse texto vemos um anônimo confiando em Jesus o suficiente para entregar a Cristo o que Ele tinha, mesmo sendo pouco.

Hoje, eu oro para que eu tenha a mesma disposição deste jovem anônimo e desconhecido. Que eu aprenda a confiar mesmo diante de algo aparentemente impossível. Que minha fé me conduza a entregar toda a minha vida nas mãos de Cristo, crendo incondicionalmente.

Que o Senhor nos ajude a discernir o caminho da vida, para que o significado das nossas vidas seja claro não somente a nós, mas também para aqueles que serão abençoados pelo que Deus tem feito em nós, através de nós, e apesar de nós.

Sigamos juntos, em oração, e discernimento. 

Rev. Marco Cicco

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